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| Hoje
à noite coloquei, mais uma vez, minhas mãos contra a
matéria – o muro. Realizei outra “ofensiva selvagem”... Como norma, operava o labor plástico grafitado. O vazado, a sutura e o corte da pele, revelam a ação contra a “ordem estabelecida”. Descobri que o contato com a superfície mural é limite, e que o desejo de liberdade gera o ato de descolar o que ela reproduz, sem interferência. Percebi que a cidade é um sampler de grafites articulados em um mesmo som. Lembrei que o muro pode também desmoronar, ao mesmo tempo que é suscetível de receber modificações infinitas, Tento compreender suas imagens grafitadas... Willyams Martins |
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